Em pronunciamento feito na sessão desta segunda-feira, 13, a deputada Francisca Primo (PCdoB), registrou a sua participação na audiência pública de encerramento da Semana Estadual de Combate ao Feminicídio, realizada hoje, pela Procuradoria da Mulher, que tem como presidente a deputada Valéria Macedo (PDT).

Da tribuna, Francisca Primo – ao lembrar que hoje, 13 de novembro, é o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio – afirmou que o feminicídio significa perseguição e morte internacional de pessoas do sexo feminino; crime que foi classificado como hediondo no Brasil pela Lei 13.104/2015.
Já tem um bom tempo que se vem divulgando a estatística de casos de feminicídio, por meio de vários veículos de comunicação”, disse a deputada, ressaltando que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), publicou uma pesquisa que diz que 50 mil mulheres foram mortas no Brasil, sendo os assassinatos enquadrados como feminicídio.

O estudo ainda aponta que 15 mulheres são assassinadas por dia, no país, devido a violência de gênero. Diz ainda que ainda que 40% dos assassinatos de mulheres, nos últimos anos, são cometidos dentro da própria casa das vítimas, muitas vezes pelo companheiro ou ex-companheiro. “A preocupação é tamanha que, em 2015, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) trouxe como tema de redação a Persistência da Violência Contra a Mulher na Sociedade Brasileira. Os números do feminicídio só têm aumentado em todo o Brasil. No Maranhão, segundo informação da Secretaria de Segurança Pública, só este ano, foram 30 casos de feminicídio, sendo, sete, na capital”.

Crimes

Dados da Secretaria apontam que no território maranhense, houve um acréscimo - entre 2005 a 2015 - de 130%. Por isso, acentuou Francisca Primo, qualquer tipo de surpresa e de direito já deve motivar a mulher a denunciar, quando sofrer uma humilhação ou opressão ou quando o companheiro estiver querendo limitar o direito de ir e vir. Esses motivos são mpara a mulher para procurar a delegacia.


O que vemos cada dia na imprensa é a violência contra a mulher aumentar, e isso causa o feminicídio. Então, nós precisamos todos os dias combater esse mal. Nós precisamos estar juntos no combate ao feminicídio. Precisamos educar os nossos filhos dentro de casa e acompanhar a sua educação escolar também. Então, essa luta não é das mulheres, mas de todos nós - homens e mulheres de bem – pois, somente assim, é que podemos combater esse mal”, finalizou Francisca Primo. 
Nice Moraes/Agência Assembleia